terça-feira, 13 de maio de 2014

O Educador X a barreira dos Pais

Oi Pessoas!

Assistam este episódio da Supernanny brasileira.. O tema dele servirá como discussão para nossa próxima aula.Basta clicar nos links abaixo.

Parte 1
https://www.youtube.com/watch?v=x7N0l5NkLx8

Parte 2
https://www.youtube.com/watch?v=31e6mwlrias

Parte 3
https://www.youtube.com/watch?v=divZ3B57CQU

Final
https://www.youtube.com/watch?v=X_EnlbxS5L0

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Comentário de Luiz Carlos Prates - Capoeira, bateção de tambor

Boa Noite Pessoal!!

Esse vídeo gerou muita polêmica entre os educadores e os artistas quando foi ao ar! Penso que será interessante assisti-lo.

Grande abraço!!
https://www.youtube.com/watch?v=qb8ERGFxvuI

Video Children see Children DO

Boa Noite Pessoal,

segue abaixo o link do vídeo que comentei na última aula!!
Grande abraço a todos!!

https://www.youtube.com/watch?v=KHi2dxSf9hw

terça-feira, 22 de abril de 2014

Henri Wallon, por Izabel Galvão

Izabel Galvão é uma pedagoga que estuda de maneira profunda a teoria de Henri Wallon. Este vídeo é complementar à nossa aula e também é um aprofundamento nos conceitos desse autor considerado o psicólogo da motricidade, da emoção e do caráter. Querem saber o porquê? Assistam ao vídeo e aproveitem!

Vygotsky, por Marta Kohl de Oliveira

Marta Kohl é uma grande estudiosa do desenvolvimento humano, especialista na teoria interacionista de Vygotsky. Ela expõe de maneira bastante clara os principais conceitos deste autor. Aproveitem porque Vygotsky dá mais ênfase ao papel da escola e do educador no processo de desenvolvimento do aluno. Vamos discutir o que isso tem a ver com nossas aulas de dança.


Infância x Velhice

Semelhanças...


Jean Piaget, por Yves de La Taille


Gente,
Este documentário é para quem quer se aprofundar um pouquinho mais sobre Piaget. Yves de La Taille é um educador e psicólogo francês naturalizado brasileiro, especializado em desenvolvimento moral. Ele é professor do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo e é um estudioso de Piaget. Aproveitem pois ele explica os conceitos mais importantes e de maneira bem clara.

Como ele mesmo diz neste vídeo, pais e professores têm muito a ganhar estudando Piaget, pois ele escreve uma teoria extremamente rica que nos permite entender melhor filhos e alunos.
Divirtam-se!

A Criança e o Desenho

 Pessoal,

Este texto é sobre a evolução do desenho da criança segundo diversos autores. É para quem se interessar em aprofundar um pouco mais a esse respeito. É interessante comparar a teoria com os desenhos de "uma pessoa" que vocês estão coletando durante esta semana.

 

 A Criança e o Desenho

Daniella Magnini Baptista
Pedagoga

Sabe-se que o desenvolvimento motor de uma criança segue algumas etapas que foram definidas a partir de estudos da área da pedagogia e da psicologia infantil e vale lembrar que é através de observações, descobertas e teorias traçadas por especialistas que se pode compreender a percepção do eu, do outro e do mundo através das representações simbólicas impressas nos desenhos infantis.
Através do desenho, a criança naturalmente cria e recria formas expressivas onde integra a imaginação e a realidade fazendo com que seu desenho seja um canal de comunicação entre ela mesma e o mundo exterior sem os obstáculos, regras e noções estéticas sociais que futuramente possa absorver. Estudiosos de várias épocas e várias correntes dedicaram um tempo especial em suas pesquisas com observações, registros e organizações de dados sobre as fases do desenho infantil e entre tantos merecem destaque:
Georges Henry Luquet (1876 – 1965): filósofo e etnógrafo francês conhecido como o pioneiro no estudo do desenho infantil, ele partiu da observação dos desenhos que sua filha Simone fazia para fundamentar suas pesquisas sobre o tema para sua tese de doutorado. Seu método de estudo partia de uma análise “monográfica” onde ele acompanhava e registrava todas as ações e verbalizações da filha antes, durante e depois do ato dela desenhar. Segundo ele toda criança desenha para se divertir e afirma em sua teoria que o repertório gráfico infantil está condicionado pelo meio onde a criança vive e que a intenção de desenhar está diretamente ligada a objetos reais e a associação de idéias. Luquet distingue quatro estágios para o desenho infantil. São eles:
• Realismo Fortuito: (inicia por volta dos 2 anos de idade) a criança verifica que os seus traços produziram acidentalmente uma semelhança não procurada, isto é, é a partir das tentativas favorecidas pela tendência ao automatismo gráfico imediato que a habilidade gráfica melhora e a criança adquire êxito em seus desenhos através da grafia total pondo fim ao período chamado rabisco e passando a nomear os seus desenhos.
• Realismo Falhado: (normalmente entre 3 e 4 anos de idade) nessa fase a criança tem a intenção de desenhar algo com determinado aspecto, mas não consegue devido a dois obstáculos: o de ordem motora (quando não têm o controle total de seus movimentos) e o de ordem psíquica (referente ao caráter de tempo limitado e descontínuo da atenção infantil).
• Realismo Intelectual: (estende-se dos 4 aos 10 e/ou 12 anos de idade) a criança incluí em seus desenhos elementos que só existiam em sua mente e faz uso de transparências, planificação, rebatimento e mistura variados pontos de vista.
• Realismo Visual: (geralmente por volta dos 12 anos de idade) nessa fase a criança substitui a transparência pela opacidade e o rebatimento e a mudança de ponto de vista pela perspectiva.
Luquet ressalta que a mudança do realismo intelectual para o visual; que caracteriza o desenho do adulto; dá-se geralmente entre os 8 e 9 anos de idade, mas explica que em alguns casos quando se manifesta bem mais cedo, algumas pessoas adultas ainda podem permanecer na fase do realismo intelectual. Segundo o estudioso há outro aspecto do desenho infantil que deve ser levado em consideração além dos quatro estágios citados acima que é a “narração gráfica”. Como a criança; ao desenhar uma história; escolhe naturalmente a melhor maneira de traduzi-la para o papel, ele apresenta três características para esse processo que são classificadas em forma de solução. São elas:
1. Narração Gráfica do tipo Simbólica: (usada por crianças ou adultos) onde é escolhido o momento mais marcante da história para ilustrá-la.
2. Narração Gráfica do tipo Epinal: (usada por crianças ou adultos) onde a história é ilustrada em várias imagens, como nas histórias em quadrinho.
3. Narração Gráfica do tipo Sucessiva: (usada apenas por crianças) onde são reunidos elementos pertencentes a diversos momentos da história em um único momento ilustrado.

Jean Piaget (1896 – 1980): psicólogo e filósofo suíço, foi um grande estudioso do campo da inteligência infantil que observou seus filhos e desenvolveu estudos sobre a aprendizagem como um processo de reorganização cognitiva. Com relação ao desenho infantil a análise piagetiana apresenta algumas fases. São elas:
• Garatuja: (estágio Sensório Motor) ao completar um ano de idade, a criança passa pelo estágio da garatuja onde ela sente prazer em traçar linhas em todos os sentidos sem levantar o lápis do papel como se esse fosse o prolongamento de sua mão. Como nessa fase os desenhos estão em relação direta com o “eu” (ego), eles refletem momentos distintos na criança que podem representar felicidade (através de traços fortes que ocupam em sua maioria um grande espaço do papel), comportamentos instáveis (através de quedas constantes dos lápis das mãos) e quando não estão se desenvolvendo bem (visualmente percebido quando não sabem segurar o lápis) Nessa fase à figura humana é inexistente ou pode aparecer da maneira imaginária e o uso das cores tem um papel secundário o que faz com que apareça o interesse pelo contraste. Até os dois anos de idade a criança desenha sem intenção consciente o que divide a garatuja em dois momentos. São eles:
1. Garatuja Desordenada: percebida através dos movimentos amplos e desordenados onde o desenho ainda é um exercício, pois não há preocupação com a preservação dos traços uma vez que eles são cobertos com novos rabiscos várias vezes.
2. Garatuja Ordenada: percebida através do uso de movimentos longitudinais e circulares nos desenhos o que caracteriza o início do interesse pelas formas através de uma exploração maior do traçado no papel.
• Pré-Esquematismo: (estágio Pré-Operacional) com três anos de idade a criança já atribui significado ao que desenha fazendo riscos na horizontal, vertical, espiral e círculos apesar de não nominar o que faz. Com relação ao uso das cores em suas produções, ela ás vezes pode usar, mas não há uma relação forte com a realidade, pois depende do interesse emocional já que os elementos são dispersos e não relacionados entre si. Como aos quatro anos ela já é capaz de projetar no papel o que ela sente mesmo sendo incapaz de aceitar o ponto de vista de outra pessoa diferente do dela, até os seis anos o grafismo irá representar uma fase mais criativa e diversificada nas produções proporcionando uma descoberta maior nas relações entre desenho, pensamento e realidade.
• Esquematismo: (estágio Operações Concretas) a partir dos sete anos de idade as operações mentais da criança ocorrem em resposta a objetos e situações reais e com isso ela compreende termos de relações como: maior, menor, direita, esquerda, mais alto, mais largo, etc. Apesar de apresentar dificuldade com os problemas verbais, ela ainda traça a chamada “linha de base” como aos seis anos apesar de representar a figura humana com alguns desvios como: exageros, negligências e omissão ou mudança de símbolos. Nessa fase a criança descobre as relações de cor, cor-objeto e progressivamente começa a desenvolver a capacidade de se colocar no ponto de vista do outro. Ao final do estágio das Operações Concretas, o desenho infantil apresenta a fase do Realismo onde a criança utiliza bastante as formas geométricas em seus desenhos com maior rigidez e formalismo e acentuam-se os usos das representações de roupas para distinguir os sexos.
• Pseudo Naturalismo: (estágio Operações Formais e/ou Abstratas) a partir dos doze anos de idade o pensamento formal da criança é hipotético-dedutivo, isto é, ela é capaz de deduzir as conclusões de puras hipóteses e não somente através de observação real. Diante disso, essa fase do desenho infantil é marcado pelo fim da arte como atividade espontânea e passa a ser uma investigação de sua própria personalidade buscando profundidade e uso consciente da cor. Na figura humana as características sexuais são exageradas existindo a presença detalhada das articulações e das proporções.

Viktor Lowenfeld (1903 – 1960): educador e psicólogo austríaco, ele publicou inúmeros artigos sobre arte-educação onde qualificava a arte como catalisadora da criatividade. Segundo ele a expressão gráfica do desenho acontece em fases conforme o desenvolvimento em cada idade. São elas:
• Fase dos Rabiscos: é quando a criança faz os primeiros rabiscos de forma desordenada simplesmente como atividade cinestésica. Após seis meses de rabiscos, os traços são um pouco mais ordenados e a criança nomeia os rabiscos. Assim como outros estudiosos ele classifica os rabiscos e/ou garatujas em três estágios. São eles:
1. Garatuja Desordenada (um ano e meio e dois anos de idade): esse tipo de rabisco é percebido quando a criança faz traços simples em forma de linhas que seguem em todas as direções. A criança rabisca sem um planejamento prévio ou controle de suas ações e nem sempre olha para a folha de papel ao desenhar, ultrapassando o limite do papel e procura vários meios para segurar o lápis.
2. Garatuja Ordenada (a partir de dois anos de idade): ocorre quando a criança descobre que existe ligação entre seus movimentos e os traços que faz no papel, passando do traçado contínuo para o descontínuo. Nesse estágio a criança troca intencionalmente de cor e começa a fazer formas circulares, porém não faz relação entre o que desenhou e a realidade.
3. Garatuja Nomeada (três anos de idade): nessa última etapa da garatuja, a criança começa a fazer comentários verbais sobre o desenho que fez e passa a dar nome à garatuja. Nesse estágio é possível observar que a criança passa mais tempo desenhando e distribui significativamente melhor o traço no papel e os movimentos circulares e longitudinais convertem-se em formas reconhecíveis. Pouco a pouco a criança passa a atribuir significado a seus desenhos nominando-os.
• Fase Pré-Esquematica: (dos quatro aos seis anos de idade) a criança realiza as primeiras tentativas de representação da figura humana. As linhas se fecham e geralmente utilizam o círculo para representar a cabeça e duas linhas verticais para as pernas. Nessa fase o desenho não forma um conjunto organizado e por esse motivo a criança desenha o que sabe do objeto e não o que vê e ainda não há uma relação temática e espacial entre os objetos desenhados.
• Fase Esquemática: (entre sete e nove anos de idade) nessa fase a criança chega a um “esquema”, uma maneira definitiva de retratar um objeto, embora possa ser modificado quando ele precise retratar algo importante. Os desenhos nessa fase simbolizam de modo descritivo o conceito de forma definida, isto é, existe uma ordem nas relações espaciais e entre objetos, seus temas e suas cores. Ao retratar as coisas da terra a criança as desenha na borda inferior do papel e as coisas relativas ao céu na parte superior da folha.
• Fase de Gangue – Amanhecer do Realismo: (aos dez anos de idade) a criança nessa fase descobre que a generalização esquemática já não permite expressar a realidade e por esse motivo surge o alvorecer de como as coisas podem ser na verdade. Através do desenho a criança coloca objetos sobrepostos em uma linha do horizonte e não mais na “linha de base” e começa a comparar o seu trabalho com os dos colegas tornando-se mais crítica.
• Fase Pseudo Naturalista: (aos doze anos de idade) nessa fase a criança mantém o foco no produto final se esforçando para criar um desenho que caso um adulto aprecie ele goste. Nessa fase é comum surgir uma preocupação com o tamanho dos objetos, seu espaço, dobras e movimentos.
• Fase de Decisão: (aos quatorze e dezesseis anos de idade) o desenho e conseqüentemente a arte nessa fase da vida é algo a ser feito ou deixado de lado. Os jovens são criticamente conscientes e devido à imaturidade são facilmente desencorajados.
É de suma importância citar que dependendo do nível de estímulos a que uma criança é exposta ao longo de seu desenvolvimento, ela pode passar ou não pelas fases descritas pelos estudiosos e que o importante é respeitar a fase de maturidade cognitiva e motora das crianças visto que isso pode variar de uma para a outra.
Desenhar é auxiliar a ver, instigar a leitura de mundo e de existência. Como o desenho envolve atitude e nem sempre é um fim em si, ele revela uma linguagem própria na qual a criança manifesta o que vê, ouve, pensa e sente.
Vale lembrar que o encanto pelo ato de desenhar se estende por toda a infância e que isso pode desaparecer gradualmente com a chegada do início da adolescência, pois as crianças se tornam mais críticas e exigentes consigo mesmas. Estudos comprovam que isso acontece devido ao fato de algumas crianças apresentarem certa dificuldade em atingir o realismo visual o que acarreta um quadro de desânimo e conseqüentemente é gerada naturalmente uma desistência do ato de desenhar.

É permitida a reprodução dos textos para uso não comercial, desde que citada a fonte e o autor.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

vídeo: Fases de desenvolvimento cognitivo segundo Jean Piaget

Este vídeo é complementar à nossa 2ª aula. Podemos perceber à partir das "provas piagetianas" a fase do desenvolvimento cognitivo na qual a criança se encontra.


terça-feira, 8 de abril de 2014

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Filme: Duas Vidas

Este filme também resgata o tema da Infância, daquela infância que foi perdida dentro de cada um de nós, como do livro "Quando eu voltar a ser Criança". Fica a dica!


Ducumentário: A Invenção da Infância

Pessoal,
Se possível, assista este documentário. Super interessante para rechear nossas discussões sobre a infância, com um contexto histórico e social.

Cliquem no link abaixo:
A Invenção da Infância

domingo, 6 de abril de 2014

Vista Cansada


Este texto de Otto Lara Resende, me faz pensar no livro que indiquei como leitura "Quando eu voltar a ser criança". Deleitem-se!

Vista Cansada 

Otto Lara Resende

Se eu morrer, morre comigo um certo modo de ver, disse o poeta. Um poeta é só isto: um certo modo de ver. O diabo é que, de tanto ver, a gente banaliza o olhar. Vê não vendo. Experimente ver, pela primeira vez o que você vê todo dia, sem ver. Parece fácil, mas não é. O que nos é familiar, já não desperta curiosidade. O campo visual da nossa rotina é como um vazio.
                  Você sai todo dia, por exemplo, pela mesma porta. Se alguém lhe perguntar o que você vê no seu caminho, você não sabe. De tanto ver, você não vê. Sei de um profissional que passou 32 anos a fio pelo mesmo hall do prédio do seu escritório. Lá estava sempre, pontualíssimo, o mesmo porteiro. Dava-lhe bom dia e às vezes passava-lhe um recado ou uma correspondência. Um dia, o porteiro cometeu a descortesia de falecer.
                  Como era ele? Sua cara? Sua voz? Como se vestia? Não fazia a mínima idéia. Em 32 anos, nunca o viu. Para ser notado, o porteiro teve que morrer. Se um dia, no seu lugar, estivesse uma girafa, cumprindo o rito, pode ser que também ninguém desse por sua ausência. O hábito suja os olhos e lhes baixa a voltagem. Mas há sempre o que ver. Gente, coisas, bichos. E vemos? Não, não vemos.
                   Uma criança vê o que o adulto não vê. Têm os olhos atentos e limpos para o espetáculo do mundo. O poeta é capaz de ver pela primeira vez o que, de tão visto, ninguém vê. Há pai que nunca viu o próprio filho. Marido que nunca viu a própria mulher, isso existe às pampas. Nossos olhos se gastam no dia-a-dia, opacos. É por aí que se instala no coração o monstro da indiferença.

O Casal Perfeito


Dando continuidade aos nossos estudos sobre casal, aqui segue um texto de Lia Luft que acho super interessante.


O Casal Perfeito
Lia Luft

A solidão dos homens tem a medida da solidão de suas mulheres. Isso eu disse e escrevi e repito em dezenas de palestras por este país afora. Aí me pedem para escrever sobre o casal perfeito: bom para quem gosta de desafios.
O casal perfeito seria o que sabe aceitar a solidão inevitável do ser humano, sem se sentir isolado do parceiro ou sem se isolar dele? O casal perfeito seria o que entende, aceita, mas não se conforma, com o desgaste de qualquer convívio e qualquer união?
Talvez se possa começar por aí: não correr para o casamento, o namoro, o amante (não importa) imaginando que agora serão solucionados ou suavizados todos os problemas - a chatice da casa dos pais, as amigas ou amigos casando e tendo filhos, a mesmice do emprego, chegar sozinha às festas e sexo difícil e sem afeto. Não cair nos braços do outro como quem cai na armadilha do "enfim nunca mais só!", porque aí é que a coisa começa a ferver.
Conviver é enfrentar o pior dos inimigos, o insidioso, o silencioso, o sempre à espreita, o incansável: o tédio, o desencanto, esse inimigo de dois rostos. Passada a primeira fase de paixão (desculpem, mas ela passa, o que não significa tédio nem fim de tesão), a gente começa a amar de outro jeito. Ou a amar melhor; ou, aí é que a gente começa a amar. A querer bem; a apreciar; a respeitar; a valorizar; a mimar; a sentir falta; a conceder espaço; a querer que o outro cresça e não fique grudado na gente.
O cotidiano “baixa” sobre qualquer relação e qualquer vida, com a poeira do desencanto e do cansaço, do tédio. A conta a pagar, a empregada que não veio, o filho doente, a filha complicada, a mãe com Alzheimer, o pai deprimido ou simplesmente o emprego sem graça e o patrão de mau humor. E a gente explode e quer matar e morrer, quando cai aquela última gota - pode ser uma trivialíssima gota - e nos damos conta: nada mais é como era no começo. Nada foi como eu esperava. Não sei se quero continuar assim, mas também não sei o que fazer.
Como a gente não desiste fácil, porque afinal somos guerreiros ou nem estaríamos mais aqui, e também porque há os filhos, os compromissos, a casa, a grana e até ainda o afeto, é preciso inventar um jeito de recomeçar, reconstruir. Na verdade devia-se reconstruir todos os dias. Usar da criatividade numa relação. O problema é que, quando se fala em criatividade numa relação, a maioria pensa logo em inovações no sexo, mas transar é o resultado, não o meio. Um amigo disse no aniversário de sua mulher uma das coisas mais belas que ouvi: "Todos os dias de nosso casamento (de uns 40 anos), eu te escolhi de novo como minha mulher". Mas primeiro teríamos de nos escolher a nós mesmos diariamente. Ao menos de vez em quando sentar na cama ao acordar, pensar: como anda a minha vida? Quero continuar vivendo assim? Se não quero, o que posso fazer para melhorar?
Quase sempre há coisas a melhorar, e quase sempre podem ser melhoradas. Ainda que seja algo bem simples; ainda que seja mais complicado, como realizar o velho sonho de estudar, de abrir uma loja, de fazer uma viagem, de mudar de profissão. Nós nos permitimos muito pouco em matéria de felicidade, alegria, realização e, sobretudo, abertura com o outro. Velhos casais solitários ou jovens casais solitários dentro de casa são terrivelmente tristes e terrivelmente comuns. É difícil? É difícil. É duro? É duro. Cada dia, levantar e escovar os dentes já é um ato heróico, dizia Hélio Pellegrino. Viver é um heroísmo, viver bem um amor mais ainda. O casal perfeito talvez seja aquele que não desiste de correr atrás do sonho de que, apesar dos pesares, a gente, a cada dia, se escolheria novamente, e amém.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

"Majorité Opprimée" - Maioria Oprimida


Um dos temas do nosso curso "Para Além da Metodologia do Ensino da Dança", discute a visão de homem e de mulher desde os tempos selvagens até os dias de hoje. Vale a pena assistir ao curta metragem indicado abaixo, para continuarmos nossas reflexões.

"Majorité Opprimée" - Maioria Oprimida (LINK): Cliquem no link ao lado para assistirem ao curta.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Dando início ao nosso Blog

Olá pessoal!

Dando início ao nosso BLOG interativo!

Aqui, todos os alunos serão também autores do Blog. Isso quer dizer que todos podem escrever posts, publicar vídeos, fotos, indicar leituras, etc, além de comentar os posts já escritos.

É neste blog que postarei nossos novos textos de apoio às aulas. Eles poderão ser lidos aqui mesmo ou serem impressos se assim vocês o preferirem.

Que este seja nosso espaço e tempo de crescimento compartilhado!

Um abraço,
Carol